Há muito tempo que não escrevo por aqui. Exatamente 7 meses hoje. De lá pra cá, muita coisa mudou: me mudei finalmente para um apartamento, começei finalmente a trabalhar (e não só fingir que estava trabalhando, rs) e aprendi finalmente a caminhar com minhas próprias pernas e finanças.
Gerenciar uma casa não é fácil. E quando falo isso, quero dizer realmente o sentido literal de gerenciar: chegar em casa do trabalho, cansada e com dor de cabeça, e ainda ter que fazer comida, lavar roupa, lavar louça, pagar as contas e tudo o mais que morar sozinha traz consigo... Inclusive a falta de tempo pra fazer outras coisas mais prazerosas. Nessas horas é que se percebe que estamos ficando mais velhos quando nos pegamos pensando "É... Agora eu entendo minha mãe". Morar sozinha é sentir na pele que você é dona de si e não deve satisfação pra mais ninguém. Mas também é sentir na pele (e aqui eu quero dizer fisicamente) o preço salgado que vem com isso. É crescer, assumir responsabilidades, fazer orçamentos e planejamentos. E é também, paradoxalmente, se libertar.
Mas é claro que ainda tenho muito o que aprender. Meus próximos desafios, já em minha lista há algum tempo, são: lembrar de comprar somente o necessário; entender que um deslize em relação a isso não é o fim do mundo; lidar com a ausência física, cada vez maior, da minha outra metade; deixar de preguiça e fazer exercícios físicos regularmente; voltar a escrever; arrumar uma maneira divertida e menos tediosa de limpar a casa; aprender que posso não ter todos os conhecimentos do mundo para o meu trabalho, mas tenho capacidade de obtê-los; estudar (sempre!); tentar me controlar ao falar com atendentes da VIVO, TIM, Telefônica, Editora Três ou qualquer outro serviço que tenho ou venho tentando deixar de ter; começar a investir mais e melhor; e por último, mas não menos importante, sair dessa greve sã.
Gerenciar uma casa não é fácil. E quando falo isso, quero dizer realmente o sentido literal de gerenciar: chegar em casa do trabalho, cansada e com dor de cabeça, e ainda ter que fazer comida, lavar roupa, lavar louça, pagar as contas e tudo o mais que morar sozinha traz consigo... Inclusive a falta de tempo pra fazer outras coisas mais prazerosas. Nessas horas é que se percebe que estamos ficando mais velhos quando nos pegamos pensando "É... Agora eu entendo minha mãe". Morar sozinha é sentir na pele que você é dona de si e não deve satisfação pra mais ninguém. Mas também é sentir na pele (e aqui eu quero dizer fisicamente) o preço salgado que vem com isso. É crescer, assumir responsabilidades, fazer orçamentos e planejamentos. E é também, paradoxalmente, se libertar.
Mas é claro que ainda tenho muito o que aprender. Meus próximos desafios, já em minha lista há algum tempo, são: lembrar de comprar somente o necessário; entender que um deslize em relação a isso não é o fim do mundo; lidar com a ausência física, cada vez maior, da minha outra metade; deixar de preguiça e fazer exercícios físicos regularmente; voltar a escrever; arrumar uma maneira divertida e menos tediosa de limpar a casa; aprender que posso não ter todos os conhecimentos do mundo para o meu trabalho, mas tenho capacidade de obtê-los; estudar (sempre!); tentar me controlar ao falar com atendentes da VIVO, TIM, Telefônica, Editora Três ou qualquer outro serviço que tenho ou venho tentando deixar de ter; começar a investir mais e melhor; e por último, mas não menos importante, sair dessa greve sã.


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