Dani Morais
Pelo o que relatei aqui, já deu para perceber que Brasília é bem diferente do Rio. Mesmo assim, e levando em conta que cada região tem sua cultura, alguns costumes por aqui me causaram muita estranheza, choque ou até mesmo riso. Não pude evitar e anotar alguns para passar adiante e deixar outros cariocas ou conhecedores da cultura carioca tomarem suas próprias conclusões.
  • Uma característica da arquitetura brasiliense é acimentar um grande espaço (e digo grande mesmo) entre os monumentos. O detalhe surreal é não colocar nada ou quase nada no local, nem mesmo uma fonte, uma estátua, um jardim ou qualquer outra coisa. Nada mesmo. É uma perda enorme de área útil já que o resultado é um grande nada com cimento. Sem falar no aumento do escoamento superficial podendo causar alagamentos e/ou enchentes (aliás, não tenho visto bueiros por aqui). Dois exemplos são a Praça dos Três Poderes e o espaço em que fica a Catedral de Brasília e o Complexo Cultural da República, este último formado pela Biblioteca Nacional e o Museu Nacional;
  • As linhas de ônibus por aqui são fracionárias. Isso mesmo que você leu. Você pode pegar, por exemplo, o ônibus 125.3 ou o 125.4 (exemplos meramente informativos, não sei se existem essas linhas!). Coisa de doido, né? Um motorista de táxi me informou que isso ocorre porque fazem o mesmo caminho, sendo que um vai por uma via diferente do outro. Não seria mais fácil ter números diferentes? Já pensou isso no Rio?
"Você vai pegar o 175?"
"Não, eu vou pegar o 175.3" (!!);
  • Existem vários estacionamentos de rua por aqui. E quando eu digo "vários", eu quero dizer váaaaarios mesmo. Brasília deve ser a "cidade" dos parques e dos estacionamentos. E o melhor é que é tudo de graça, embora em alguns locais já começarem a aparecer flanelinhas. Paradoxalmente, os shoppings aqui têm estacionamentos pagos e muitas vezes existem os estacionamentos de graça em frente. É pra entender? O shopping Conjunto Nacional, do lado da rodoviária, é um bom exemplo. O estacionamento público é em frente, onde com alguns passos você já está no shopping. Já o preço do estacionamento é R$6,00 por 2 horas (!!) e R$2,00 a hora adicional (!!!). Vai querer estacionar aonde?;

  • Os flanelinhas, aliás, estão tendo sua profissão regulamentada pelo GDF (governo do DF), com carteira assinada e tudo. Por enquanto, é suficiente dar apenas algumas moedas para eles, porém, com a regulamentação, esse roubo, quer dizer, pagamento pode mudar. Já pensou isso no Rio? Eu adoraria ver uma greve de flanelinhas!;

  • Falando mais sobre estacionamentos, é muito comum as pessoas por aqui estacionarem seus carros em locais proibidos, até mesmo em frente aos Ministérios (!). Chegam a estacionar em frente de outros carros, impossibilitando a sua saída, mas deixando o freio de mão abaixado para o flanelinha empurrar o carro. A cara-de-pau é tanta que chegam a formar uma fila de carros entre as filas de carros, deixando dois pequenos espaços para o fluxo de carros na rua. A imagem abaixo foi flagrada na rua em frente ao nosso flat na Asa Norte:

Moto para em fila imaginária.

            Não dá pra ver direito? Que tal essa?


Carro passando ao lado da fila imaginária.
  • Todos os shoppings de Brasília têm uma loja Renner e uma Loja Americana. Até o supermercado Carrefour na W3 716 Norte tem uma Renner. Tudo bem que é em um shopping contínuo ao supermercado, mas não deixa de ser digno de estranheza, e mais ainda se considerar um SHOPPING (com cinema sendo construído) acoplado a um SUPERMERCADO;

  • As ruas de Brasília são nomeadas de acordo com coordenadas UTM. Eu, que sempre fui conhecida pela minha falta de habilidade de encontrar endereços, arrumei a desculpa perfeita para essa falha. Pelo menos, sendo uma boa engenheira, é mais fácil decorar números do que enésimos nomes de ruas. Seria mais fácil ainda se as quadras não parecessem todas iguais....;

  • Você tem um animal de estimação ou quer um novo look? Então, você deve se mudar para Brasília, onde existem pet shops e cabeleleiros até não se poder contar mais. Só perto de onde estamos, já contamos, pelo menos, uns 8 ou 10 de cada. Não entendo essa obsessão. Pelo menos não pode se reclamar de falta de concorrência;

  • Outra coisa normalíssima por aqui é você estar no ponto de ônibus e parar um carro de passeio com alguém gritando de dentro “rodoviária” ou outro destino qualquer. Sim, isso mesmo. Como o transporte público é um lixo e o custo de vida alto, para ganhar um extra as pessoas pegam seus próprios carros e param em pontos de ônibus oferecendo levar o passageiro até seu destino pelo mesmo preço cobrado do ônibus, podendo variar de R$2,00 (para o Plano Piloto) até R$3,00 (para outras RA's). Você, como um bom carioca, entraria dentro do carro de um desconhecido que pára no ponto de ônibus gritando? Será o início das vans em Brasília?;

  • Os microônibus, que lembram os antigos e coloridos “Barrinha” que circulavam na Barra da Tijuca na década de 1990/2000, chamam-se Lototáxi. Loto... táxi? Ãh?;

  • Pensa que é carioca que gosta da conjunção de vidros do carro abertos e música no volume máximo enquanto passa no seu lado no trânsito? O Brasiliense faz isso inclusive às 7h da manhã e às 23h da noite. Eu, que estou no segundo andar de um prédio, às vezes acordo levando um susto ou vou dormir escutando uma serenata noturna.

Se você achou que a maioria dos fatos aqui envolvem carros, é porque em Brasília é quase impossível viver sem um carro. Muitas vezes é preciso pegar dois ônibus ou mais para circular entre as Asas.

Ainda bem que aqui é a "cidade" dos estacionamentos, não é mesmo?
Dani Morais
Nem sempre o que é o normal prevalesce. Às vezes acontecem coisas que vão além do instinto que herdamos ao longo de nossa trajetória evolutiva. O que parece natural, não é o que ocorre. O lógico não segue a lógica. Dá-se espaço, então, para a espontaneidade, para a inovação, para a emoção. É nesses casos que nos surpreendemos o quão pouco sabemos do mundo que nos cerca.

Essa semana li a notícia da cadela golden retriever Isabella e seus filhotes adotados. A surpresa é que os filhotes não são cahorros, e sim três filhotes de tigre branco. Às vésperas de completarem 1 ano de idade, os felinos moram com uma família no Kansas (EUA) e são tratados como membros da família. Como já estão grandinhos, vivem no lado externo da casa e foi construída uma piscina artificial para brincarem.

Não é uma fofura?



Fonte: Blog Animal
Dani Morais
Quem vem pro DF quer mesmo é ficar em Brasília, sua RA I. Que graça tem não morar em uma das asas? Brasília é composta pelo Plano Piloto e pelos Lagos Norte e Sul. Foi uma capital planejada por Lúcio Costa, nos anos 50, com arquitetura de Oscar Niemeyer, e inaugurada em 1960 pelo presidente Jucelino Kubitschek.

A minha primeira impressão dentro do avião ao olhar Brasília foi a de estar prestes a desembarcar em uma chip ou placa de computador. Do alto, dá para entender melhor porque ela é chamada de “cidade planejada”. Sua ruas, avenidas e quarteirões são todos linhas e quadrados perfeitos, com luzes contornando suas dobras. É uma bela visão e a primeira pista de como essa capital é distinta em tantos aspectos.

Brasília foi construída com base nos quatro pontos cardeais. Suas ruas e avenidas não tem nomes, apenas letras e números. O objetivo é que nenhuma pessoa se perca. As letras podem ser N (norte), S (sul), L (leste) ou W (oeste, de west em inglês). Os números são sempre em trio e equivalem às quadras, variando da quadra 100 a 900 e nas dezenas 1 a 16. Assim, as quadras 100 vão de 101 a 116, as 200 vão de 201 a 216 e assim por diante até as 900. Cada asa tem sua quadra equivalente. Portanto, se você estiver na W3 Norte 714 (onde eu moro), você estará na Asa Norte do Plano Piloto, mais a oeste, quase no fim da asa, e terá um endereço W3 Sul 714, mais para o fim da Asa Sul. A exceção é a Avenida das Nações, que corre junto ao lago Paranoá, onde as embaixadas se encontram. Aqui tem um mapa que mostra bem as organizações das quadras de Basília, suas avenidas e localização dos monumentos.

No plano piloto ainda existem outras pecularidades. O Plano é dividido em setores, com suas siglas muitas vezes indecifráveis para quem não conhece (ou falte imaginação). Os setores, na maioria das vezes, tem seu setor irmão na outra Asa. Tem, por exemplo, o Setor Bancário Sul (SBS) e o Norte (SBN), os Setores Comerciais Sul e Norte (SCS e SCN, respectivamente), os Setores Hoteleiros (SHS e SHN), Setores Locais (SLS e SLN), Setores das Autarquias (SAUS e SAUN), Setor Médico Hospitalar (SMHS e SMHN), Setor de Rádio e Televisão (SRTN e SRTS), Setor Comercial Local Residencial (SCLRN e SCLRS), Setor de Clubes Esportivos (SCEN e SCES) e outros dezenas de setores. Muitos tem nomes pitorescos como Setor de Garagens e Concessionárias de Veículos (SGCV), Setor Militar Urbano (SMU), Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Também existem as superquadras, variações maiores das quadras, que também são acompanhadas de siglas, como a SQN (superquadra norte), SQS (superquadra sul) e SQSW (superquadra sudoeste). Assim, todo endereço de Brasília tem essas letras e a quadra que se localiza. O meu por exemplo é SHCGN 714/715, ou seja, Setor Habitacional de Casas Germinadas Norte entre as quadras 714 e 715. Simples, não? Não se sinta tão mal! Nem mesmo os brasilienses sabem todas essas siglas...


Setor Bancário Sul: A sede do Banco do Brasil é o prédio da esquerda.

Setor Comercial Sul

O Plano Piloto é também o local de avenidas extensas que ligam as asas. É comum perguntar por aqui se um ônibus vai pela W3, pela L2 ou pelo Eixo Rodoviário. Essas avenidas cortam de norte a sul as asas, desde a quadra 916 Norte até a 916 Sul. Mas nem pensem nas autobahn alemãs! O limite nessas super-avenidas é de até 80 km/h, com direito a radares. Já as Asas possuem pequenas ruas internas, muitas sem saída. Um passeio bonito em dia de sol é atravessar a L4, que corre pelo lago Paranoá, de norte a sul. A ausência do trânsito, tão constante ao carioca, é um barato a parte.


Via W3

W5 Norte

Outro eixo é o Monumental, unindo as asas como se fosse uma coluna vertebral . É onde se localizam os principais monumentos de Brasília. Esse eixo começa no final do Cruzeiro, outra RA do DF, passa pelos ministérios e termina no Congresso Nacional.


Vista do Eixo Monumental (avenidas dos cantos) da Torre de TV: Rodoviária (meio da foto), Ministérios e Congresso Nacional (ao fundo).

Uma das muitas "tesouras" de Brasília está no Eixo Monumental. Saindo do Eixo Monumental (linhas horizontais) e entrando em uma das tesouras (círculos), é possível entrar na W3 (linhas verticais) e ir para uma das Asas.

E as Asas... Ah, as Asas! Quadras residenciais, intercaladas com as chamadas “entrequadras” (EQS e EQN): ruas de comércio local com restaurantes, lojas, mercados, padarias, confeitarias, locadoras, e toda um mini-infraestrutura longe das longas avenidas. Esse comércio pode ser mais chique, passando pelo mediano e indo até o econômico, de acordo com a altura das quadras. Tem para todos os gostos e bolsos. As Asas são divididas em quadras ou superquadras que são, então, divididas em blocos utilizando letras do alfabeto. Muitas letras do alfabeto. Já vi quadras por aqui que tem blocos até a letra M.

As Asas, apesar de terem o mesmo número de quadras, têm algumas diferenças. As quadras 700s e 900s da Asa Sul, por exemplo, são mais residenciais que as respectivas da sua irmã Asa Norte, esta possuindo também comércio local além das residências. Nas Asas, até os jardins são planejados. Na Asa Sul a superquadra 308 é chamada de "Quadra Burle Marx".


Rua interna na Asa Norte.

Placas! Quadra 709 Norte e seus blocos de A a G
(detalhe para a arrumação dos blocos... coisa de louco!)

Quadra 308 Sul, a quadra Burle Marx.

Asa Sul, 300s. Tá vendo o anúncio de “Sex Shop”? Esse anúncio tem em quase TODAS as quadras do Plano Piloto, em qualquer uma das Asas. Quem é dono desse sex shop deve ser muito rico pra fazer tanta propaganda!

A Asa Sul é charmosa ou não é?

Mais um dos inúmeros "túnel de árvores" espalhados pelas Asas. Esse aí é na Asa Sul.
 
É muito comum as quadras terem esse espaço para as crianças brincarem.

Uma entrequadra da Asa Sul.

Outra entrequadra e seu comércio local, também na Asa Sul.

Agora, se o seu bolso for largo ou dono de um belo salário, o seu lugar é no Lago Norte ou Sul. Principalmente o Sul. Só para ter uma idéia, no Lago Norte se localiza o SMLN (Setor de Mansões do Lago Norte) e no Lago Sul reside o Setor de Mansões Dom Bosco (SMDB). Já pela L4, dá para ver do outro lado do lago Paranoá as mansões de outro setor, o SHIN (Setor de Habitações Individuais Norte) e o SHIS (Setor de Habitações Individuais Sul) e sonhar um pouquinho. Para ir até os lagos, é preciso atravessar uma das quatro pontes que passam por cima do lago Paranoá: Ponte das Garças, Ponte Costa e Silva (as duas ligando a Asa Sul ao Lago Sul), Ponte JK (perto do Palácio da Alvorada, indo em direção ao Lago Sul) e Ponte do Bragueto (ligando a Asa Norte ao lago Norte).

Aliás, dizem que Brasília não tem praia, mas tem o lago Paranoá. É no Paranoá que a festa dos jovens ocorre nos fim de semanas, com lanchas, jet-ski, passeios de barco, vários campeonatos desde vela a surf (em um lago!!), bares e restaurantes com vista para o lago, entre outras diversões. Até pescaria ocorre ali! É só estacionar o seu carro e tirar do porta-mala a sua vara de pescar. É o jeito brasiliense de se divertir a luz do sol. Por falar em sol, o céu de Brasília é considerado um dos mais bonitos. Nos dias de sol é um sol límpido, azul turquesa, sem a presença de uma única nuvem. E se elas aparecem, é prometido um belo pôr-do-sol com um desenho de cores no céu.


Mansões no Lago Sul. Baratinho...

"Casinhas" no Lago Sul.

A famosa Ponte JK, vista de um condomínio do Lago Sul.

Tarde de sol no lago Paranoá.

Coloração do céu de Brasília em cima da Torre de Televisão.


E você achando que Brasília era só um local de políticos, hein... Agora responde, Brasília é ou não é um local único?

Crédito das fotos: Skyscrapercity e Fofo Inútil.

Dani Morais
Brasília! Capital do país, capital planejada, capital das oportunidades. Quem vê de fora, Brasília pode ser apenas a sede do poder, o palco dos escândalos políticos que vemos na televisão e nos jornais. Nada disso. Brasília também tem seu jeito próprio, as vezes até único, que passa muito longe de todas essas artimanhas políticas. Um lado de Brasília que não vemos na TV. Um jeito de Brasília que é só dela.

Para começar, temos a sua própria estrutura administrativa. Brasília é uma das regiões administrativas do Distrito Federal, as chamadas RA’s. Outras RA’s são as antigas cidades satélites (que por muitos são chamadas de bairros), como Samambaia, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia, Brazilândia, entre outras. Porém, o DF não tem bairros, nem cidades, nem municípios. Não tem prefeito, apenas govenador, sendo o José Arruda o atual. E as cidades satélites, as quais antigamente eram áreas de periferia e marginalizados, hoje estão mais infra-estruturadas e, em diferentes níveis, mais seguras. Águas Claras, por exemplo, é uma RA em crescimento, que começou a ser construída na década de 1990, com seus prédios de vários andares como sua característica mais marcante, porém com um comércio ainda deficiente. É um canteiro de obras, algo como o bairro do Recreio no RJ há alguns anos atrás ou a Barra da Tijuca nos seus tempos remotos. Dentro de alguns anos, quando existir mais comércio local, um imóvel em Águas Claras deve valorizar bastante.

                Prédios e mais prédios em Águas Claras.                
                                     
  Canteiro de obras perto do metrô de Águas Claras.
É Recreio ou não é?

Taguatinga vem se desenvolvendo bastante, incluindo um grande e famoso shopping entre as RA’s (Taguatinga Shopping), e um grande comércio local, equivalente a Tijuca no RJ. Já Samambaia, é uma área mais rural e com menos infra-estrutura, porém vem também recebendo muitos investimentos do governo distrital.
                                    
Vista aérea de Taguatinga.
                                      
Centro de Taguatinga.
                                      
Avenida Comercial Sul de Taguatinga.

Existem também algumas áreas que não são RA’s ainda, porém vem se consolidando. São áreas irregulares, como a Estrutural, perto de Samambaia. A Estrutural, por enquanto, é um local perigoso. Uma área que foi regularizada há pouco tempo é o Park Way que, ao contrário da Estrutural, é um local de moradia de pessoas de renda alta.

Aliás, áreas irregulares são um dos maiores problemas no DF. Por aqui, existem não só moradias irregulares de pessoas de renda mais baixa, mas também casas luxuosas. As irregularidades podem ser por qualquer motivo desde construção em terreno do governo ou em área de proteção ambiental (APA). Só a APA do Planalto Central ocupa 65% do DF. Por ser uma unidade de conservação de uso sustentável, na APA é possível a construção civil, porém deve-se seguir um processo de licenciamento ambiental mais rigoroso, fato que não ocorre nessas áreas irregulares. As pessoas constroem e pronto. E para completar, a pressão para a regularização dessa áreas é grande. Todos querem ser regulares, mesmo em áreas que não deveriam estar ocupando.

Até pouco tempo atrás, o licenciamento ambiental era feito pelo IBAMA/sede. Atualmente, em consequência de um decreto de abril desse ano, o licenciamento no DF passou para o IBRAM, um órgão similar ao INEA (órgão resultante da junção da antiga Feema, IEF e SERLA, órgãos ambientais do RJ). Por ser um órgão novo, criado em 2007, o IBRAM não tem quadro de empregados suficiente para dar conta de todo o licenciamento ambiental dessas áreas irregulares, contando apenas com servidores emprestados de outros órgãos. O resultado é um caos no ordenamento territorial do DF e o crescimento de áreas irregulares. No entando, os servidores têm trabalhado constantemente para regularizar as áreas e muitos condomínios já foram regularizados pelo governo Arruda.

Próximo(s) post(s): o Plano Piloto, as asas e suas particularidades, onde os ricos de Brasília moram, o primeiro shopping que segue a NBR 14.001 (Sistema de gestão ambiental), o transporte precário e a esperança com a construção do VLT (veículo leve sobre trilhos), e coisas que não consigo entender em Brasília!